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Campo Limpo: histórias e curiosidades sobre um dos distritos mais movimentados de São Paulo

Um dos dez bairros mais populosos da periferia sul de São Paulo, o Campo Limpo tem mais de 270 mil habitantes e carrega, desde o seu nascimento, histórias, curiosidades e fatos marcantes, da cultura à questões ambientais, sobre os quais falaremos no post de hoje!

História

Acredita-se que o Campo Limpo surgiu em 1937, até então uma subdivisão de Santo Amaro. Entretanto, começou a ser habitado apenas em 1960, graças à expansão do distrito do qual fazia parte e a crescente industrialização na região. Fato que trouxe uma série de imigrantes para o local, sobretudo, vindos do nordeste brasileiro. Por isso, o bairro chegou a ser conhecido como o “Ceará de São Paulo”!

A origem de seu nome também é motivo de curiosidade. Conta-se que na região existe um grande campo limpo – sem casas, vegetação ou algo do tipo – utilizado por treinadores de cavalo do Jockey Club de São Paulo. A “limpeza” do campo, então, teria batizado o bairro e, posteriormente, o distrito até os dias de hoje.

Meio Ambiente

Dentre os fatos que serão abordados neste texto, um dos mais marcantes para a região é o Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo.

Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o projeto distribui em escolas de todo o Brasil, anualmente, milhares de kits educativos e gratuitos com o objetivo de conscientizar professores e alunos sobre a responsabilidade de cada um de nós no controle de resíduos sólidos.

Contemplando mais de 1,6 milhão de estudantes do ensino fundamental em todo o país, o programa teve tanto impacto que foi reconhecido como uma boa prática, além de caso de sucesso, pelo Departamento das Nações Unidas de Assuntos Econômicos e Sociais (UN DESA).

Educação

No quesito educação o Campo Limpo tem grandes exemplos a serem seguidos desde o ensino fundamental ao jovem e adulto.  A região foi escolhida como o primeiro Território Educador de São Paulo. Uma iniciativa do Plano Municipal pela Primeira Infância que adapta um conjunto de áreas públicas, dentre calçadas, muros e praças, para que as crianças tenham uma experiência lúdica e estimulante durante o trajeto até a escola. Deste modo, estimulando seu aprendizado e fortalecendo a sua relação com o seu território.

O bairro abriga ainda o famoso Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo. Fundada em 1998, a instituição tornou-se referência em inclusão social ao adotar um modelo baseado no respeito e no acolhimento para com seus alunos. Este caso de sucesso foi contado no livro “Criatividade: Mudar a Educação, Transformar o Mundo”, realizado em uma parceria entre a Ashoka e o Instituto Alana.

O distrito se destaca ainda por iniciativas que apresentam e incentivam o uso da comunicação como ferramenta de manifesto e transformação social. Um grande exemplo é a Escola de Comunicação Comunitária (EComCom).

Desenvolvida pela Escola de Notícias, a iniciativa leva jovens entre 16 e 24 anos, moradores e estudantes do Campo Limpo e Taboão da Serra, para uma jornada de aprendizagem em três ciclos: oficinas de capacitação, conexão com as oportunidades do território e reconhecimento do jovem como produtor.

 

Economia

O Campo Limpo é famoso também por iniciativas que buscam fortalecer a organização popular e fomentar o desenvolvimento comunitário local através da economia, como o Banco Comunitário União Sampaio. Fundado em 1987 pela União Popular de Mulheres, a instituição financeira criou a moeda social Sampaio, que é aceita nos comércios de alguns bairros do distrito e possibilita a distribuição de riquezas de forma igualitária. Circula ainda na região a moeda Solanos, da Agência Solano Trindade.

Para conhecer o Banco União Sampaio e saber mais detalhes sobre sua dinâmica acesse a página da instituição no Facebook. A Agência Solano Trindade também se encontra nas redes sociais. Encontre-a clicando aqui.

 

Arte e Cultura

A história do Campo Limpo se confunde com a de grandes movimentos artísticos e culturais que se desenvolvem na região, como o Sarau do Binho. Com 16 anos de idade, o sarau promove o trabalho de poetas, músicos e outros artistas que buscam fortalecer a expressão cultural e a consciência política local.

Por lá acontece também um dos maiores eventos de incentivo e promoção da arte, cultura e negócios periféricos da região sul de São Paulo, o Festival Percurso. Organizado pela associação C de Cultura e a Agência Popular de Fomento a Cultura Solano Trindade, o festival, que já teve três edições, movimenta a economia local reunindo mais de 30 mil participantes e 150 voluntários.

Na bairro reside ainda o Espaço Cultural CITA (Cantinho de Integração de Todas as Artes), sede dos coletivos Bando Trapos, Escola de Notícias, Maracatu Ouro do Congo, Candongueiros do Campo Limpo, C9 Iluminação, Maracatu Baque Mulher SP, dentre outros, que há seis anos reúne articuladores culturais, agentes comunitários e artistas interessados em pesquisa e produção cultural independente para estímulo do protagonismo social.

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