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No dia 13 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial do Rádio!

No dia 13 de fevereiro comemoramos o Dia Mundial do Rádio e não poderíamos deixar de destacar esse veículo de comunicação histórico, que deu voz a uma parcela da população, até então, invisibilizada pela grande mídia.

A data foi criada em 2011 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como uma homenagem à primeira transmissão de um programa pela United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946.

No Brasil, a primeira transmissão oficial radiofônica aconteceu em 1922, no Rio de Janeiro, com o presidente Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. No ano seguinte foi fundada por Roquette-Pinto a primeira emissora de rádio do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

A Semp foi a primeira empresa do país a fabricar aparelhos receptores de rádios em solo nacional, até então a aquisição de um rádio dependia da importação, que foi severamente prejudicada com o início da segunda guerra mundial.

No início da década de 70 surgiram as rádios clandestinas, que utilizavam as frequências radiofônicas para transmitir sua programação; essas rádios eram intituladas desta forma, pois não tinham qualquer registro nos órgãos públicos, e assim se iniciou uma comunicação criada para atender os interesses da comunidade.

O diretor Helvécio Ratton registra no filme “Uma Onda no Ar” um dos mais famosos exemplos da história, a Rádio Favela, criada por três jovens que, não se vendo representados pela mídia hegemônica, decidem criar o seu próprio meio para se comunicar com os moradores do asfalto, retratando seus problemas, necessidades e a produção cultural da comunidade.

Atualmente, de acordo com estudo da Kantar Ibope, as ondas radiofônicas alcançam cerca de 83% da população brasileira e, para boa parte desse universo, o rádio é  único meio de comunicação e entretenimento.

 

Rádio Comunidade

O baixo custo e a popularidade do rádio atraiu milhares de outros atores sociais que utilizam o veículo como ‘arma’ na luta pelos direitos de todos. Um movimento que atravessou gerações e inspirou Agnaldo Pereira, criador da Rádio Comunidade, apoiada pela Fundação ABH e parceiros com o edital aTUAção PerifaSul.

Profissional do rádio há 32 anos, Agnaldo conta que desenvolve a iniciativa em conjunto com outros colegas da área do rádio e tv em seu tempo livre, compartilhando com seus ouvinte informações sobre o território; divulgando oportunidades e cursos gratuitos; fortalecendo o comércio local (em forma de permuta); veiculando músicas produzidas por artistas da quebrada, em sua maioria, de bandas sem condições ou investimentos; trazendo bate papos e debates de interesse da população com a participação de advogados, psicólogos, etc.  e também como canal de denúncia como ruas esburacadas, pessoas desaparecidas, etc..

Além de um meio de comunicação, a Rádio Comunidade tornou-se um instrumento de ensino: “A transformação através do nosso trabalho é real e necessária para fomentar pessoas a se tornarem melhores através da cultura de paz, da exposição cultural e dos cursos de comunicação e expressão (além das oficinas) que oferecemos de forma gratuita”, relata o radialista.

 

O rádio e seus novos recursos

O profissional de audiovisual André Luiz sempre enxergou a comunicação como um instrumento fundamental para conectar as pessoas ao seu redor com a própria comunidade em que vivem, no seu caso, o Capão Redondo, na periferia sul de São Paulo. Seu primeiro movimento foi desenvolver uma rádio no colégio em que estudava e, desde então, não parou de se comunicar.

“O rádio é um caminho de transformação. No meu caso, ele conseguiu me abrir os horizontes para conectar os adolescentes e crianças da minha escola para fazer com que a ferramenta do rádio fosse algo que incentivasse a participação escolar”, declarou.

Ao longo dos anos, André passou a explorar os recursos e o potencial do vídeo, assim fundou a TV DOC CAPÃO, mas nunca deixou de amar e acompanhar o rádio, vivenciando a evolução na forma de construir, produzir e divulgar conteúdo.

Como mais de três décadas de trabalho na área, Agnaldo Pereira ainda vive essas transformações e comenta que o Rádio vem se reinventando e sofrendo alterações necessárias para a sua sobrevida e expansão demográfica.

Hoje, graças aos novos recursos e tecnologias, o Rádio deu uma repaginada na sua forma de produzir conteúdo, possibilitou que os ouvintes também se tornassem produtores, além de facilitar o acesso do público a diversos formatos, como “Podcasts, Streamings, Shotcasts, FacePros, entre outras palavras estão dominando este mercado cada vez mais acessado e promissor”.

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