Saiba mais sobre a atuação do GT de Arte, Esporte & Cultura

O GT de Arte, Esporte & Cultura é um dos Grupos de Trabalho criados na última reunião do PerifaSul 2050.

A princípio, o GT de Arte, Esporte & Cultura seria composto por cinco membros, mas a falta de tempo foi fator decisivo para que dois dos possíveis membros declinassem a participação. Com isso, Diane Padial, do e-Bairro, Rose Maria, da Rádio Comunidade, e Vera Lúcia dos Santos, do Coletivo Ponto a Ponto, tomaram a frente do grupo.

As mulheres responsáveis pelo GT de Arte, Esporte & Cultura trabalham unidas, ainda através de reuniões on-line, na pesquisa, organização e montagem das informações. “Montamos uma planilha no Google Drive e cada uma das participantes vai alimentando com as informações que pesquisa”, conta Vera Lúcia.

De acordo com a artesã, mesmo com as agendas lotadas, elas abrem espaço para os encontros à distância a cada 15 dias para que as integrantes do GT de Arte, Esporte & Cultura não apenas troquem ideias e experiências, mas também repassem as informações captadas durante o período, definam o foco de trabalho de cada uma e os rumos das atividades futuras. 

O processo, os desafios e aprendizados do GT de Arte, Esporte & Cultura

Rosa Maria e Vera Lúcia contam que conciliar os compromissos particulares de cada membro com as atividades do grupo é um desafio, mas que o maior desafio enfrentado pelo trio foi construir um cronograma de trabalho que alinhasse tanto os objetivos quanto o tempo disponível para se dedicarem ao projeto.

A coordenadora do GT de Arte, Esporte & Cultura, Diane, contou que, além de conciliar as agendas, encontrar as informações corretas e estabelecer contatos foram também fatores desafiadores para os membros do núcleo.

Apesar da vivência que cada participante possui em sua área de atuação, estar envolvida no PerifaSul 2050, no GT de Arte, Esporte & Cultura, ainda assim é um aprendizado para cada uma delas. 

A articuladora cultural, Diane, destaca que os conhecimentos adquiridos ao longo do percurso foram muitos, desde conhecer as muitas iniciativas do território até estreitar os laços com as participantes do grupo.

Diane reforça ainda a importância de ter a oportunidade de reunir todos os dados coletados na periferia sul de São Paulo em uma única base, já que são inúmeras as ações desenvolvidas na região no campo das artes, esportes e cultura.

A radialista, a artesã e a articuladora cultural ressaltam que o processo fortalece o trabalho em equipe mesmo enfrentando limitações. “Já deixamos de realizar atividades, porque uma colega não tinha internet, outra não tinha um computador e assim por diante”, explica Vera Lúcia do Coletivo Ponto a Ponto. 

Vera acrescenta que algumas pessoas não se interessam em participar das atividades, pois sabem que não terão ganhos financeiros. Entretanto, ela considera válida a decisão de cada um e acha justo que haja uma remuneração maior para os participantes do projeto.

Empenhadas em transformar a periferia sul de São Paulo e as vidas que nela habitam, Diane Padial, Rose Maria e Vera Lúcia ressaltam que é muito importante que existam iniciativas como o PerifaSul 2050 que possibilitam aos atores do território serem protagonistas do planejamento e desenvolvimento comunitário local e que é preciso, cada vez mais, ativar as ações da comunidade.

“Eu particularmente acredito num trabalho em que todos os “atores” possam opinar e gerar conteúdo, pois cada representante de seu equipamento conhece a realidade de seu local de atuação”, destaca Vera Lúcia.

O que vem por aí no GT de Arte, Esporte & Cultura

A integrantes do GT de Arte, Esporte & Cultura têm grandes planos e almejam que o resultados de todo o trabalho do núcleo seja benéfico para o desenvolvimento comunitário local, sobretudo no segmento de pesquisa do grupo.

A responsável pelo GT contou que as participantes decidiram em consenso que concentrariam todas informações coletadas em uma única base e deu detalhes sobre a construção do projeto.

“Decidimos entregar uma planilha do Excel com os registros das iniciativas desenvolvidas por áreas, inicialmente Campo Limpo, Jd São Luís, Jd. Ângela,  depois Parelheiros, Cidade Dutra e por último bairros da zona sul mais distante dos extremos da região, como Vila Mariana, Ipiranga”, explicou Diane

No geral, a representante do Coletivo Ponto a Ponto acredita que ainda falta compreender melhor qual direcionamento será dado para as informações coletadas pelo grupo e vislumbra que todos os dados reunidos na planilha, que deve ser entregue ao final do processo, sejam revertidos em uma ferramenta tecnológica que possa beneficiar a comunidade de diversas formas.

“Vejo todas as nossas informações da planilha sendo organizadas no Google Maps ou outra ferramenta como um aplicativo para facilitar o encontro e apoio de todos para todos. Depois, podemos fazer lives explicando a importância que esses equipamentos culturais têm para os moradores de suas regiões, realizando um importante trabalho onde o “Estado” não chega”, finalizou Vera Lúcia.

Com as informações coletadas pelo GT de Arte, Esporte & Cultura, do PerifaSul 2050, será possível mapear os equipamentos, coletivos, pessoas e mobilizações artísticas, culturais e esportivas da comunidade, os desafios que os moradores enfrentam quando o tema é lazer e entretenimento, as necessidades da região, as falhas deixadas pelo poder público, dentre outras questões que resultarão numa importante ferramenta tanto para a atuação da Fundação ABH na periferia sul de São Paulo quanto para a transformação do território através das mãos dos próprios atores locais.

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