GT de Arte, Esporte & Cultura lança mapeamento de equipamentos, coletivos e mobilizações culturais da periferia sul de São Paulo

A Fundação ABH está feliz em anunciar que o GT de Arte, Esporte & Cultura, um dos grupos de trabalho do PerifaSul 2050, acaba de lançar um levantamento de vários equipamentos, coletivos e mobilizações culturais, artísticas e esportivas da periferia sul de São Paulo.

A pesquisa e organização dos dados foi realizada por Rose Maria, da Rádio Comunidade, Vera Lúcia dos Santos, do Coletivo Ponto a Ponto, e Diane Padial, do e-Bairro, que coordenou os trabalhos ao longo de seis meses e nos contou como foi o planejamento e os desafios, assim como quais são os planos para o futuro desse processo.

Caminhos e desafios do processo

A princípio, a apuração do GT de Arte, Esporte & Cultura concentrou-se nos distritos de Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela, Jardim São Luís, Parelheiros, Guarapiranga, Socorro, Santo Amaro, Cidade Ademar, Jabaquara, Ipiranga e Vila Mariana.

Ao todo, o grupo realizou 238 registros, alguns ainda incompletos, que estão divididos em 38 categorias, como fotografia, artesanato, fábrica de cultura, saúde, comunicação e marketing, meio ambiente, espaços para eventos e muito mais.

Mas este é só o começo dessa jornada, já que a região sul da capital paulista é imensa e repleta de ações artísticas, culturais e esportivas que não possuem muita visibilidade fora, e algumas vezes dentro, do território em que estão inseridas, tampouco possuem registro em alguma plataforma digital.

Diane Padial, que lidera o GT de Arte, Esporte & Cultura, explicou que inicialmente o levantamento priorizou as ONGs, serviços e artistas do território, mas nem tudo foram flores. A gestora de projetos culturais e sociais contou que, ao longo do percurso, os desafios se tornaram os objetivos do grupo. Isso porque a falta de informações sobre as iniciativas da zona sul de São Paulo fez com que os esforços dobrassem para que o levantamento servisse como uma base de dados acessível para todos. 

“Muitas vezes a gente procura quais são as iniciativas e não encontra ou encontra tudo muito solto. Para cada coisa, você tem que procurar um registro na internet, você não tem um mapa que discrimine e mostre para gente tudo aquilo que a gente tem. Então, para pesquisa, para projeto, para tudo o que você for fazer, é importante saber o que você tem no seu território e isso ajuda no desenvolvimento e na divulgação de todos esses serviços que a gente tem”, explicou a representante do e-Bairro.

Diane Padial revelou que existe a ideia de transformar os dados apurados pelo GT de Arte, Esporte & Cultura em um mapa mais detalhado onde, em um único lugar, possamos divulgar e encontrar os equipamentos, coletivos, serviços e mobilizações culturais da periferia sul de São Paulo e mostrar, de maneira tangível, como a periferia sul pulsa arte e cultura, aumentar a troca entre essas iniciativas, a valorização dos trabalhos e também o fluxo de pessoas interessadas em participar ou contribuir.

“São ideias ainda em discussão. O grupo tem alguns planos, sim, mas ainda não posso revelar todos, porque a gente não tem a certeza do que vai ser feito, mas estamos trabalhando nisso”, garantiu a agente cultural.

Como a população pode contribuir?

Diane destaca que “Existem muito mais dados do que a gente tem informado neste levantamento, porque há uma infinidade de coisas, a zona sul é gigantesca, a gente colocou as iniciativas mais próximas daqui, mas tem uma aba da planilha aberta para a zona sul inteira”.

“A ideia é que as próprias pessoas possam cadastrar as suas iniciativas e que isso seja uma coisa feita por uma porção de gente. A gente iniciou, mas a ideia é que isso se propague e que as pessoas coloquem os seus dados lá e tem muita coisa ainda para ser colocada”.

Diane destacou que esse mapeamento é só a pontinha do iceberg, mas que sabe que existem muitas outras iniciativas sem divulgação e que, apesar de toda a boa vontade e dedicação do GT, não é possível conhecer e mapear tudo, por isso a contribuição e participação da população é fundamental para que tenhamos o maior número de iniciativas mapeadas e conhecidas!

Quais os próximos passos?

O resultado do que foi levantado pelo GT de Arte, Esporte & Cultura até o momento já está disponível para acesso no site da Fundação ABH em formato PDF. No entanto, Diane Padial reconhece que esse não é o formato ideal e que o trabalho segue em processo de evolução para,  num futuro próximo, o layout possa ser mais amigável, bonito e útil. 

Contudo, ainda que o formato não seja o ideal nem o final, o grupo preferiu, desde já, divulgar o levantamento para que a população já comece a tomar conhecimento da pluralidade e riquezas da periferia sul ao invés de esperar para publicar apenas quando o formato final estiver pronto, o que pode levar alguns meses. 

Isso dará a oportunidade de, desde já, as iniciativas se tornarem mais conhecidas e reconhecidas e também, para aquelas que não estão no levantamento, mas gostariam de estar, enviarem uma mensagem para contato@fundacaoabh.org.br pedindo para serem inseridas.

A agente cultural garante que o grupo tem vários planos para a composição e manutenção desse processo que considera de suma importância para o desenvolvimento do território.

“Eu acho um trabalho bastante importante o levantamento desses dados, a localização, a classificação do que que você tem e ver isso mapeado te dá uma série de processos interessantes que você pode fazer na captação de recursos, na projeção de um projeto, são várias coisas que precisam ser pensados e ter isso levantado é de sua importância”, concluiu Diane.

Importante mencionar que iniciativas que foram mapeadas e que não desejam constar no levantamento ou que notaram algum erro no cadastro podem e devem entrar em contato pelo e-mail contato@fundacaoabh.org.br solicitando sua retirada da listagem ou correção das informações registradas.

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